Acho que ainda estou meia parva com o meu dia de voluntariado de ontem. Não me interpretem mal, correu tudo bem. Bem demais até!
Chego à porta da sala e, em vez do habitual alvoroço, o que é que se ouve? NADA! Ao que parece, a professora Marta estava doente e veio outra substituí-la: A Encantadora de Pestes. Nunca os tinha visto tão quietos, calados e sérios. Fiquei, completamente, de queixo caído. Estava à porta da sala e, como a professora não estava familiarizada com o projeto decidi deixar os trabalhos um bocadinho de lado. Ia ser uma hora só de brincadeira. A Nicole, caladinha que nem um rato, só se levantou quando lhe fiz sinal para vir ter comigo (que linda!).
A Miriam não estava, por isso calculei que seria mais tranquilo (só não sabia que ia ser tanto). Vinha super calminha. Saiu da sala, abraçou-me várias vezes e depois fomos para a biblioteca porque ela queria fazer desenhos. Sentou-se e desenhou, desenhou, desenhou... Tentei meter conversa mas não me ligou muito. Esteve nisto imenso tempo! Depois disse que queria que acabasse de ler a história da Cinderela que haviamos começado há umas semanas atrás. Começamos a história de novo. Sentou-se ao meu colo, apoiei a minha cabeça na dela e comecei a ler. Depois de 3 páginas pediu-me para desenhar um castelo como o do livro (o que vale é que, para ela, sou melhor que o Picasso). Parei de ler e meti mãos à obra. A Amiga Grande da Miriam estava numa mesa à parte e, ora lia, ora mexia no telemóvel, ora olhava para nós. A Nicole lá achou que ela podia fazer algo mais útil do que simplesmente esperar que eu saísse e disse-lhe para se sentar ao pé e nós e, enquanto nós faziamos uma bela obra de arte, ela lia (assim toda a gente trabalha, acho justo). E assim foi. Por entre a leitura lá se ia rindo e gozando com o nariz da madrasta que parecia uma batata, com as filhas dela que eram feias ou dos seus vestidos que eram horríveis. Com tudo isto, esqueci-me do lanche. Mas ela não. Fomos para a sala e comeu num instante (qual aspirador em velocidade máxima) e depois fomos brincar cá para fora. Já estava quase na hora de ir embora e como vi que ela estava a preferir brincar com os colegas despedi-me. Houve só uma expressão um pouco menos feliz na hora da despedida, um abraço e um beijinho.
No geral, foi um dia fácil. Sem birras, sem zangas, sem gritos. Sabe bem que ela se porte bem de vez em quando. Mas, tenho que confessar, se fosse sempre assim, não me dava metade do gozo que me dá.
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
quinta-feira, 5 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
Happly Ever After
Aproxima-se a estreia do filme da Disney: A Cinderela. Por isso, como forma de comemorar, Charlotte Olympia lançou uma coleção inspirada no filme. Esta inclui 4 peças (duas clutchs e dois pares de sapatos) entre as quais estas belezas.
Se a Cinderela tivesse estes sapatos, das duas uma: ou nunca os tinha perdido ou tinha voltado atrás para o ir buscar. Sim, porque ela é a prova de que um par de sapatos pode mudar a nossa vida!
No fundo, eu bem sabia em que pés é que eles teriam um final feliz... É um 36 sff.
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
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| Happly Ever After 1045€ |
Se a Cinderela tivesse estes sapatos, das duas uma: ou nunca os tinha perdido ou tinha voltado atrás para o ir buscar. Sim, porque ela é a prova de que um par de sapatos pode mudar a nossa vida!
No fundo, eu bem sabia em que pés é que eles teriam um final feliz... É um 36 sff.
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
domingo, 1 de março de 2015
As 50 Sombras de Grey
Já meio mundo andou a dar a sua opinião sobre este filme que esteve na boca dos media, tal não foi a quantidade de publicidade e expectativas que passaram para o público. Enfim, opiniões são como vaginas: cada um tem a sua, cada um dá se quer. Depois de tudo isto, mais uma menos uma também não vai fazer moça. Assim como assim, é só uma opinião e vale o que vale.
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
Para começar devo dizer que não li nenhum dos livros e isso talvez possa influenciar a forma como vejo o filme assim como o seu próprio enredo.
Começando pelo princípio:
1º Temos um closet de sonho. A minha dúvida é como é que aquilo está tão vazio?!;
2º Grey começas logo a falhar, a primeira gravata era muito mais gira do que a que acabaste por escolher;
3º Anastasia, meu amor, acho lamentável que o motorista tenha melhor gosto para escolher roupa que tu;
4º Inicialmente temos a menina tímida, assim mesmo para o sonsinha, que se apaixona pelo bad boy (porque é como se costuma dizer: bad boys are no good, but good boys are no fun). A romântica e o não romântico. Ele explica-lhe as suas condições para um "relacionamento" que ela (ainda que não formalmente) acaba por aceitar. Depois dá-se a passagem súbita da rapariga que mal consegue por batom vermelho numa saída à noite sem que ache aquilo um exagero, para uma aspirante a safada (tudo isto em menos de uma hora). Qual é que é o problema aqui? O problema é o mesmo que acontece em todos os filmes e não só. O problema é que ele diz-lhe que, no fundo, a relação deles é só algemas e um tau-tau, mas ela, ainda que inconscientemente, fica à espera que ele a leve a jantar fora, ao cinema e lhe ofereça flores e peluches pirosos como um casal normal. O problema é que as mulheres acham que conseguem mudar os homens e depois magoam-se quando isso não acontece. Sim, ele dá pequenos passos como dormirem na mesma cama e isso tudo e sim já ouvi zum-zum's mas esta mudança vai levar tempo. Até aqui nada de novo. Um romance normal e previsível mas com um pouco mais de ação e algumas maminhas e rabiosques (bem tonificados por sinal);
5º Há certos momentos em que parecem haver semelhanças com a Saga Twilight, especialmente com o Crepúsculo. Porque tudo acontece de repente, porque ambas as personagens femininas têm uma baixa autoestima, são meias apagadas e às vezes mais parecem não ter vontade própria, porque ambas as personagens masculinas inicialmente não demonstram sentimentos e, especialmente, numa altura em que dizem já não ter forças para se manterem afastados delas ou algo do género. Foi das primeiras coisas que pensei quando estava a ver o filme e, sinceramente, não gostei muito destas semelhanças;
6º De todo o filme, o que mais gostei foi mesmo a banda sonora. Já foi elogiada por muitos e com toda a razão. Está excelente!;
7º Estava à espera de melhores abdominais... Apesar disso, as cenas mais sexy's estavam bem feitas mas, se queriam ver porno, desculpem filme errado.
Não foi um filme do outro mundo. Foi demasiado falatório e isso elevou as expectativas de muito boa gente. Não foi muito bom nem muito mau. Safou-se. Contudo, é provável que vá acabar por ver os restantes filmes. Curiosidade...
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Confissões de uma Viciada em Verniz #2
"-Olá, eu sou a Vanessa e sou viciada em vernizes."
Estou orgulhosa de mim. Já não sabia qual é que havia sido a última vez que tinha comprado vernizes e, tecnicamente, desta vez também não fui eu que comprei (quem tem uma mãe tem tudo, não é verdade?). Aparentemente também não sou a única a resistir a estes pequenos frasquinhos, especialmente quando estão a um bom preço.
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
Estou orgulhosa de mim. Já não sabia qual é que havia sido a última vez que tinha comprado vernizes e, tecnicamente, desta vez também não fui eu que comprei (quem tem uma mãe tem tudo, não é verdade?). Aparentemente também não sou a única a resistir a estes pequenos frasquinhos, especialmente quando estão a um bom preço.
São da Primark e vinham em embalagens de quatro. Não estou à espera que sejam de uma excelente qualidade mas, se se aguentarem nas unhas durante pelo menos um dia, já fico feliz. Os primeiros são num tom pastel, os segundos num tom mais vibrante e os últimos, mesmo a puxar pelo verão, em tons neon.
Com tudo isto, surge um problema: Onde é que os vou arrumar?!
Sim, tenho demasiados vernizes... Mas, andei por aí a inspirar-me e decidi usa-los como decoração e aproveitar coisas que já tinha por casa.
Conjuguei duas coisas que gosto muito: vernizes e livros. É simples e, sinceramente, gostei bastante do resultado. Uma forma fácil e barata de decorar pequenos cantinhos.
Já usaram vernizes da Primark? O que acham da qualidade deles?
Lembrem-se:
Keep your heels, head and standards high,
Vanessa S.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Diário de uma Voluntária de Saltos #13
O Carnaval já passou e, por isso, podem voltar a por as máscaras e regressar à rotina habitual.
A minha foi adiada um dia. Em vez de ir ter com a minha peste à quarta-feira, como já vem a ser hábito, fui à quinta (outros valores de outro nível de importância se levantaram).
Quando fico pelo menos uma semana sem lá ir, esqueço-me de como aquele abraço de bom dia consegue animar o meu mau humor matinal.
Quando cheguei estava a fazer uns exercícios de matemática. Tinha umas jardineiras vestidas e uma camisola cor de rosa. Fez-me lembrar o quanto, na idade dela, detestava jardineiras. Aparentemente, é algo que temos em comum. Tinha o cabelo apanhado num rabo de cavalo e um gancho para segurar a franja. Estava toda penteadinha, quando se lembra de tirar o elástico. O cabelo devia estar molhado ou com algum spary ou creme quando foi preso por isso, quando o soltou, ficou a parecer um abajur.
Quando iamos a sair da sala começou o drama de vestir o casaco. Relembrei-a da birra que tinha feito e perguntei se queria que me chateasse com ela. Após uns minutos de insistência vestiu-o (mas contrariada). Tinha dito que queria ir fazer um desenho para a sala mas, como ouviu a Miriam dizer que queria ir para o ginásio, mudou de ideias. Quando fomos buscar a chave, não foi a correr como de costume. Ia devagar e com uma expressão amuada. Encostei-a a mim, pus a mão por cima do ombro e fui-lhe fazendo festinhas na bochecha. Chegamos ao ginásio e lança-me um olhar à Gato das Botas. Não precisei de ouvir nada. Disse-lhe que ali dentro podia tirar o casaco. Só tinha do o vestir quando estivesse na rua. Tirou-o e claro, foi buscar um arco. Rápido se fartou e passou para uma bola. Estivemos a jogar as duas alguns minutos.
"- Tenho sede.
- Ok, vamos beber água então. Veste o casaco.
- Depois podemos ir fazer um desenho?
- Sim."
Desta vez, procedeu à árdua tarefa de vestir o casaco sem qualquer tipo de birra. Bebeu água e fomos para a sala. Estava lá outra Amiga Grande com o seu Amigo Pequeno e alguns bonus (mais pequenada) a jogar às escondidas. Eles estavam a brincar às escuras e a Nicole queria fazer um desenho (E agora como é que eu resolvo isto?). O que me valeu foi que eles pouco tempo depois resolveram ir brincar lá para fora e ficamos sossegadas a fazer desenhos. Desenha sempre o mesmo: um jardim, nuvens, árvores, uma casa... Depois pediu-me para desenhar corações e para a ensinar porque, aparentemente, os meus eram muito giros (só mesmo uma criança de 7 anos para elogiar os meus desenhos). Muito atarefadas nesta nossa missão, o tema de conversa foi parar aos namorados. Chega-se muito sorrateira e séria ao meu ouvido e sussurra:
"- Tens um namorado?
- Não.
- Oh vá, lá. Fala lá a sério. Eu não conto a ninguém.
- Estou a falar a sério. Não tenho.
- Não acredito.
- Porquê?
- Porque não."
E não ficou convencida.
Pediu-me para fazer um envelope e para escrever a data e "Diogo". Rapaz sortudo!
A parte mais engraçada de todo este bocadinho bem passado é que ela se esqueceu que tinha o casaco vestido.
Antes de voltar para a sala foi beber água outra vez. Estava lá uma amiguinha e ouvia pedir-lhe para dar a carta ao Diogo por ela, porque tinha vergonha. Tão refilona e quando chega à hora da verdade é que são elas.
Foi uma boa manhã. Não tinha acordado com grande espírito para o que quer que fosse, mas assim que lá cheguei logo me passou. Hoje a peste deu tréguas. Yes! Missão cumprida!
Lembrem-se:
Keep, your heels, head and standards high
Vanessa S.
A minha foi adiada um dia. Em vez de ir ter com a minha peste à quarta-feira, como já vem a ser hábito, fui à quinta (outros valores de outro nível de importância se levantaram).
Quando fico pelo menos uma semana sem lá ir, esqueço-me de como aquele abraço de bom dia consegue animar o meu mau humor matinal.
Quando cheguei estava a fazer uns exercícios de matemática. Tinha umas jardineiras vestidas e uma camisola cor de rosa. Fez-me lembrar o quanto, na idade dela, detestava jardineiras. Aparentemente, é algo que temos em comum. Tinha o cabelo apanhado num rabo de cavalo e um gancho para segurar a franja. Estava toda penteadinha, quando se lembra de tirar o elástico. O cabelo devia estar molhado ou com algum spary ou creme quando foi preso por isso, quando o soltou, ficou a parecer um abajur.
Quando iamos a sair da sala começou o drama de vestir o casaco. Relembrei-a da birra que tinha feito e perguntei se queria que me chateasse com ela. Após uns minutos de insistência vestiu-o (mas contrariada). Tinha dito que queria ir fazer um desenho para a sala mas, como ouviu a Miriam dizer que queria ir para o ginásio, mudou de ideias. Quando fomos buscar a chave, não foi a correr como de costume. Ia devagar e com uma expressão amuada. Encostei-a a mim, pus a mão por cima do ombro e fui-lhe fazendo festinhas na bochecha. Chegamos ao ginásio e lança-me um olhar à Gato das Botas. Não precisei de ouvir nada. Disse-lhe que ali dentro podia tirar o casaco. Só tinha do o vestir quando estivesse na rua. Tirou-o e claro, foi buscar um arco. Rápido se fartou e passou para uma bola. Estivemos a jogar as duas alguns minutos.
"- Tenho sede.
- Ok, vamos beber água então. Veste o casaco.
- Depois podemos ir fazer um desenho?
- Sim."
Desta vez, procedeu à árdua tarefa de vestir o casaco sem qualquer tipo de birra. Bebeu água e fomos para a sala. Estava lá outra Amiga Grande com o seu Amigo Pequeno e alguns bonus (mais pequenada) a jogar às escondidas. Eles estavam a brincar às escuras e a Nicole queria fazer um desenho (E agora como é que eu resolvo isto?). O que me valeu foi que eles pouco tempo depois resolveram ir brincar lá para fora e ficamos sossegadas a fazer desenhos. Desenha sempre o mesmo: um jardim, nuvens, árvores, uma casa... Depois pediu-me para desenhar corações e para a ensinar porque, aparentemente, os meus eram muito giros (só mesmo uma criança de 7 anos para elogiar os meus desenhos). Muito atarefadas nesta nossa missão, o tema de conversa foi parar aos namorados. Chega-se muito sorrateira e séria ao meu ouvido e sussurra:
"- Tens um namorado?
- Não.
- Oh vá, lá. Fala lá a sério. Eu não conto a ninguém.
- Estou a falar a sério. Não tenho.
- Não acredito.
- Porquê?
- Porque não."
E não ficou convencida.
Pediu-me para fazer um envelope e para escrever a data e "Diogo". Rapaz sortudo!
A parte mais engraçada de todo este bocadinho bem passado é que ela se esqueceu que tinha o casaco vestido.
Antes de voltar para a sala foi beber água outra vez. Estava lá uma amiguinha e ouvia pedir-lhe para dar a carta ao Diogo por ela, porque tinha vergonha. Tão refilona e quando chega à hora da verdade é que são elas.
Foi uma boa manhã. Não tinha acordado com grande espírito para o que quer que fosse, mas assim que lá cheguei logo me passou. Hoje a peste deu tréguas. Yes! Missão cumprida!
Lembrem-se:
Keep, your heels, head and standards high
Vanessa S.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Hot or Hot Mess? | Óscares 2015
Os Óscares foram no domingo e eu bem sei que estiveram mais de olho na passadeira vermelha do que propriamente nos nomeados!
Como sempre, houve os que deixaram muitos queixos caídos, e os que deixaram cair tudo.
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| Anna Kendrick em Thakoon |
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| Dakota Johnson em Saint Laurent |
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| Emma Stone em Elie Saab Couture |
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| Gwyneth Paltrow em Ralf & Russo Couture |
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| Jennifer Lopez em Elie Saab Couture |
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| Julianne Moore em Chanel |
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| Jennifer Aniston em Versace |
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| Keira Knightley em Valentino Couture |
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| Lupita Nyong'o em Cavin Klein Collection |
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| Lady Gaga em Azzedine Alaia |
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| Zoe Saldana em Atelier Versace |
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| Laura Dern em Alberta Ferretii |
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| Nicole Kidman em Louis Vuitton |
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| Reese Witherspoon em Tom Ford |
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| Scarlett Johansson em Atelier Versace |
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| Nacy Odell em Gauri and Nainika |
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| Behati Prinsloo em Armani Privé |
Para o ano há mais. Aguardamos ansiosamente.
Lembrem-se:
Keep, your heels, head and standards high
Vanessa S.
Lembrem-se:
Keep, your heels, head and standards high
Vanessa S.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Duas Décadas
"- Quantos anos tens?
- Desa'vinte."
Faz hoje, precisamente, duas semanas que acrescentei mais 1 ano aos meus 19. No entanto, acho que ainda não caí em mim. Para além de uma ligeira dor nas costas e alguns cabelos brancos que me atormentam, ainda não me mentalizei que tenho realmente 20 anos (caraças, estou mesmo crescida). Não me sinto mais velha. Apenas me sinto mais feliz.
Mudei drasticamente ao longo destas duas décadas. Passei de caladinha, muito tímida a um pouco mais sociável e faladora. Mas nunca perdi a capacidade de saber ouvir e de estar atenta aos pequenos detalhes. Sou uma observadora. Passei de Maria Rapaz a super feminina. Passei de nunca dizer o que penso ou o que sinto, para fazê-lo sempre que acho oportuno (embora nem sempre acerte com o timing). Passei de uma pessoa negativa para uma um pouco mais positiva. Passei de alguém que tem medo do que a rodeia, a uma pessoa que vive a vida (à sua maneira, claro), que luta pelo que quer e que não desiste à primeira contrariedade (vá, no fundo sou só teimosa). Sou assim devido a todas as cabeçadas que dei, ou que fui obrigada a dar. Devido a todas as pessoas que saíram da minha vida e, especialmente, às que insistem em ficar. Tenho orgulho na pessoa que me tornei e nesta família que fui construindo.
Tenho conseguido alcançar todos os objetivos a que me propus, apesar de todos os "ela não vai ser capaz" ou "ela não vai conseguir", e tenho muito orgulho nisso. Não podia estar mais feliz com a vida que tenho. Faço o que gosto, tenho pessoas que amo e sei realmente com quem é que posso contar sempre.
"E se o dinheiro deixasse de existir. Os teus sonhos continuariam a ser os mesmos?"
Sim, e é isto que faz com que me levante da cama de manhã num dia de Inverno super chuvoso (apesar do mau humor do costume). Sei que estou a fazer o que gosto e, apesar de também ter algumas crises existenciais de vez em quando, é isto que quero e é isto que me faz feliz.
Ao longo destes 20 anos, tive momentos muito bons, momentos muito maus e momentos assim-assim. Já chorei até adormecer, já chorei de tanto rir e já ri para não chorar. Passei por experiências que preferia não voltar a repetir, mas estou longe de ter vivido todas as experiências que desejo. Já me apaixonei por paisagens só com um olhar, mas também já odiei pessoas à primeira vista. Já julguei um livro pela capa, mas também já me apaixonei pelo seu conteúdo. Já fechei a boca para não falar, mas também já gritei até perder a voz. Sobrevivi à mudança do século, à mudança para o euro, aos sucessivos fins do mundo e a todos os frangos do Artur. Tenho memórias que não quero nunca esquecer e pessoas que não quero nunca perder. Tenho 20 anos e uma vontade louca de viver. Quero fazer muita coisas. Coisas diferentes. Quero conquistar o Mundo, mas ainda não escolhi os sapatos certos...! Vivi duas décadas, mas isso não me chega. Que venham mais duas.
Lembrem-se:
Keep, your heels, head and standards high
Vanessa S.
- Desa'vinte."
Faz hoje, precisamente, duas semanas que acrescentei mais 1 ano aos meus 19. No entanto, acho que ainda não caí em mim. Para além de uma ligeira dor nas costas e alguns cabelos brancos que me atormentam, ainda não me mentalizei que tenho realmente 20 anos (caraças, estou mesmo crescida). Não me sinto mais velha. Apenas me sinto mais feliz.
Mudei drasticamente ao longo destas duas décadas. Passei de caladinha, muito tímida a um pouco mais sociável e faladora. Mas nunca perdi a capacidade de saber ouvir e de estar atenta aos pequenos detalhes. Sou uma observadora. Passei de Maria Rapaz a super feminina. Passei de nunca dizer o que penso ou o que sinto, para fazê-lo sempre que acho oportuno (embora nem sempre acerte com o timing). Passei de uma pessoa negativa para uma um pouco mais positiva. Passei de alguém que tem medo do que a rodeia, a uma pessoa que vive a vida (à sua maneira, claro), que luta pelo que quer e que não desiste à primeira contrariedade (vá, no fundo sou só teimosa). Sou assim devido a todas as cabeçadas que dei, ou que fui obrigada a dar. Devido a todas as pessoas que saíram da minha vida e, especialmente, às que insistem em ficar. Tenho orgulho na pessoa que me tornei e nesta família que fui construindo.
Tenho conseguido alcançar todos os objetivos a que me propus, apesar de todos os "ela não vai ser capaz" ou "ela não vai conseguir", e tenho muito orgulho nisso. Não podia estar mais feliz com a vida que tenho. Faço o que gosto, tenho pessoas que amo e sei realmente com quem é que posso contar sempre.
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| O Bolo maiiii lindo! |
"E se o dinheiro deixasse de existir. Os teus sonhos continuariam a ser os mesmos?"
Sim, e é isto que faz com que me levante da cama de manhã num dia de Inverno super chuvoso (apesar do mau humor do costume). Sei que estou a fazer o que gosto e, apesar de também ter algumas crises existenciais de vez em quando, é isto que quero e é isto que me faz feliz.
Ao longo destes 20 anos, tive momentos muito bons, momentos muito maus e momentos assim-assim. Já chorei até adormecer, já chorei de tanto rir e já ri para não chorar. Passei por experiências que preferia não voltar a repetir, mas estou longe de ter vivido todas as experiências que desejo. Já me apaixonei por paisagens só com um olhar, mas também já odiei pessoas à primeira vista. Já julguei um livro pela capa, mas também já me apaixonei pelo seu conteúdo. Já fechei a boca para não falar, mas também já gritei até perder a voz. Sobrevivi à mudança do século, à mudança para o euro, aos sucessivos fins do mundo e a todos os frangos do Artur. Tenho memórias que não quero nunca esquecer e pessoas que não quero nunca perder. Tenho 20 anos e uma vontade louca de viver. Quero fazer muita coisas. Coisas diferentes. Quero conquistar o Mundo, mas ainda não escolhi os sapatos certos...! Vivi duas décadas, mas isso não me chega. Que venham mais duas.
Lembrem-se:
Keep, your heels, head and standards high
Vanessa S.
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